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Friday, May 3, 2013

Rolem os dados!



E que rolem os dados

Essa postagem não foi escrita pela H-Sama, mas sim por Bruno Godoi, RPGista, escritor e autor da trilogia "O Grito Vermelho" . Reposto na íntegra o seu posicionamento publicado esta semana em seu Facebook Oficial:


(Essa não pode passar batida. Farei um repost de um texto já postado.)

“A Tribuna”, um jornal capixaba, veiculou recentemente pequena matéria sobre possíveis malefícios que jogos de interpretação de personagens (RPG) podem causar sobre jovens. Sou de Divinópolis, Minas Gerais, e mesmo longe a notícia chegou até meus conhecimentos. Como vivemos em um estado de direito democrático, queria deixar minha réplica para a Redação do jornal “A Tribuna”.

(Antes de iniciar meu ponto de vista, saibam que sou escritor e jogador/narrador de RPG. Envolvo-me com o RPG há praticamente 15 anos, e meu primeiro livro publicado “O Grito Vermelho” surgiu de uma premissa para campanha de RPG. Poderia explanar diversas qualidades que o jogo proporciona para a influência literária e criação artística, porém, como o que me motivou a entrar em contato foi a matéria publicada sobre possíveis pontos negativos do jogo, me aterei a esse assunto, apenas.)



RPG: (Influência literária e Criação Artística) X (Política e Mídia)

Em 1949, Joseph Cambell apresentou ao mundo sua obra que, a princípio, não teria tanto impacto como o futuro que a aguardava, me refiro ao "Herói de Mil Faces". Filósofo e mitólogo, Campbell se aventurou por trilhas antes não percorridas, absorvendo para seu consciente criativo aquilo que os demais ao seu redor não absorviam: “o que pode nos impressionar?”.
(Obviamente essa questão não foi formulada por Campbell.)
Mas, "o que pode nos impressionar" rotula como ideal a iniciativa de Campbell. Existe padrão na forma de se fazer arte, que possa, de alguma forma, tocar o íntimo de nós, quanto apreciadores da arte? O que os artistas, criadores de situações e produtos, utilizam como certo para alcançar seus objetivos de impressionar e sensibilizar? Há, de fato, um inconsciente coletivo, feito manual de instruções, para se conduzir, amenizar ou extrapolar emoções em interlocutores que se deparam com uma interface artística?
Sem preâmbulos e rebuscamentos: há fórmula para se criar arte? Seja ela comercial ou funcional?
Campbell nos apresenta possível resposta para tal: “O Poder do Mito”. Que não enxergamos o Poder do Mito como fórmula para se fazer arte, absolutamente não, mas que enxergamos, agora sim, como preceitos a serem observados (preceitos esses que possam potencializar o efeito de catarse que uma obra de arte possa a vir causar em seu observador). As palavras se tornam complexas ao se tentar apresentar algo ainda mais complexo, pois, assim há de ser; escrita é arte, literatura é arte, filosofia é arte, portanto, não poderia ser de outra forma a introdução acerca de obra tão grandiosa quanto a de Campbell.
Resumindo então, sem rodeios: estamos (aqui se inclui nossa sociedade contemporânea) acostumados com certos elementos que se fazem quase sempre presentes em nosso consciente coletivo. 

Carl Gustav Jung (Suíça, 1875 — 1961), filosofo e psiquiatra, já apresentava em seus estudos a visão de inconsciente coletivo, arquétipos e personalidades. Essa mesma ideia também se faz presente no "Poder do Mito".
Bom, não sou junguiano e nem mitólogo, muito mais filósofo e nem jornalista, mas: Mito, Jung, Arte e RPG? Onde está o link entre tais coisas e pessoas? Diria eu, aqui me faço consciente de minhas palavras, pois afirmo como experiência vivenciada e executada, que todos esses elementos se unem, de certa forma, para se fazer nova forma de inconsciente coletivo, que eu chamaria de: “consciente criativo moderno”. Sim, moderno, pois me refiro a um universo a qual me faço inserido: RPG, videogame, anime, filme, literatura, música, pintura, arquitetura, escultura e coreografia. O observador mais crítico poderá contar as sete artes (clássicas) nessa coleção de palavras acima, e ainda, outras três artes, que encabeçam a lista não de forma aleatória, e sim proposital: RPG, videogame e anime (também são formas de arte, opinião pessoal). 
Eu, como cinéfilo, jogador de videogame e RPG, percebo nitidamente toda a influência que Campbell, Jung e outros filósofos e estudiosos tiveram sobre meu consciente criativo, sem mesmo me fazer ciente disso, prova concreta do: “inconsciente coletivo”. 

Lendas urbanas norteiam, nos dias de hoje, grandes formadores de opinião, como: jornalistas renomados, artistas, políticos e ainda, infelizmente, massivos canais de veiculação informativa: Televisão. Onde é pregada a ideia de prejuízo que possíveis formas de arte (videogame e RPG) causam em nossa sociedade. Não entrarei no mérito da matéria publicada no jornal “A Tribuna”, pelo simples fato de não compartilhar dos sofismas apresentados por alguns jornalistas, psicólogos, apresentadores, políticos, pastores e outros (como citei: formadores de opinião), uma vez que para se criticar algo (ou ousar a tal) acredito que se deve conhecer o objeto em crítica, coisa que os sofistas (alguns jornalistas, artistas, políticos e outros) não conhecem, e nem precisam conhecer, uma vez que para se trabalhar com sofismas, basta um canal de veiculação dito como aceitável, uma poltrona no congresso ou uma bíblia erguida, assim as portas para os disparates e ruídos de informação são espalhados aos quatro cantos.

Enfim, voltemos ao tema principal desse texto: RPG, literatura e benefícios. Conheci o RPG há mais de 15 anos, não são muitos os sistemas a que tive contato, diria, em verdade, que joguei D&D e Vampiro, com outros sistemas tive pouco contato. Minha preferência, desde o começo, foi o sistema storyteller, com Vampiro: A Máscara. Foram mais de 15 anos criando prelúdios e ambientações, jogando, interpretando e narrando. Ainda adolescente me deparei com Arquétipos e Personalidades (lembra-se do Jung?) que são dois pontos fundamentais para se iniciar uma campanha de Vampiro. A primeira coisa a se fazer, pelo menos assim eu fazia, era definir o arquétipo de meu personagem. Natureza e comportamento, nome e uma citação que definiria o sentimento por trás daquele personagem. Esse passo na criação dos personagens vinha como "coisas" intuitivas, presentes em nosso inconsciente, e automaticamente me aprofundava em estudos de gênios respeitados por todo o mundo. Sem saber era absorvido por uma filosofia mais profunda do que o simples título comercial: Vampiro: A Máscara. Aqui vale lembrar, RPG não é seita. Seita, pelo dicionári o, seria algo do tipo: “Grupo religioso dissidente que surge em oposição às ideias e às práticas religiosas em vigor”. (RPG é um jogo como todos os outros: War, Banco Imobiliário, Imagem e Ação, etc.)

Sabemos que a palavra "vampiro" em algum momento do passado de nossa cultura pop, se tornou exclamação para as cifras (digo: rentabilidade, “!$”). A despeito disso, estava lá, o tempo todo, algo muito mais grandioso do que o mercado poderia esperar em apresentar aos consumidores: "filosofia". Sim, por trás de uma campanha de jogo de interpretação de personagens há muito estudo, conhecimento e filosofia.
O RPG se mostrou, a meus olhos, algo além de simples jogo de interpretação de personagens, e sim uma interpretação de nosso próprio consciente. Uma válvula de escape para a criatividade. Elementos como premissas, roteiros, protagonistas, antagonistas, situações, desfechos, improvisos, ação e reação, projeção de acontecimentos e efeito espelho, ou uma coisa se projeta em outra coisa, tudo isso orbita a mais simples das campanhas de um jogo de interpretação de personagens. Repare bem, antes que alguém use minhas palavras como sofismas, pois disse: “e sim uma interpretação de nosso próprio consciente”, então me refiro a pessoas em juízo, e não a pessoas que de alguma forma apresentam desvios de personalidade (de alguma forma) que possam usar meios artísticos em uma esfera externa como desculpas para disparates pessoais. Exemplo: assistir o filme novo do Super-homem, amarrar uma toalha vermelha no pescoço e pular de um prédio. (Nesse caso a culpa seria das histórias em quadrinhos, ou do Zack Snyder por dirigir o filme? Há sentido em culpar o produto artístico como causador do mal cometido por uma pessoa?). 
Façamos um paralelo: pense em uma empresa multinacional, em seus acionistas, em seu capital de giro beirando os 9 zeros antes da vírgula. Pense em uma conferência, uma mesa, rodeada por cadeiras confortáveis, e, em cada cadeira um executivo engravatado, doutores e CEOs, todos ali, a analisarem situações e a tomarem medidas para o sucesso de algo maior que os reuniram e que, de fato unem todos a um bem maior: a empresa, o lucro, o bem, o sucesso. Todos eles, aqueles doutores e executivos, apresentam suas propostas e medidas, se conferenciam, discutem e replicam. Situação largamente conhecida como "brainstorming", ou tempestade cerebral, na tradução livre. Que nada mais se diz ao fato de duas ou mais pessoas se reunirem e discutirem acerca de determinado fato. 

(Certo, mas como isso se encaixa aqui?) 
Simples! Uma mesa de RPG só difere em duas coisas da mesa dos doutores e executivos: (1) os jogadores não estão de terno e gravata e (2) o bem comum é simplesmente a diversão. Brainstorming. Essa é a chave para a criatividade, ou o estopim para o processo latente de criação que todos nós, como ser racional, possuímos. 
Entremos então, agora em verdade, ao link entre RPG e literatura. Campbell, e seu legado mítico, deixaram marcas profundas em um canal de maior influência mundial até hoje em nossa história antropológica/social: "cinema". (Aqui me refiro a Hollywood). 

Christopher Vogler, roteirista de Hollywood, bastante conhecido pelo seu livro "A Jornada do Escritor" (leitura recomendada), apresenta elementos práticos para o uso dos tais elementos inconscientes dentro da melhoria para o processo criativo, com foco no cinema, mas que não se prende ao cinema; sendo os elementos artísticos comuns para todas as expressões, seja cinema ou literatura e todas as outras formas de expressão. Vogler então, muito feliz em seu trabalho, apresenta modelo de roteiro para se ter como referência em futuras análises de possíveis trabalhos a ser posto em prática. (Claro, mais uma vez lembrando: não existem fórmulas para arte e nem equações comerciais, o intuito da arte é romper estereótipo e alçar voo por ares nunca antes sobrevoados). A exposição de Vogler é ter ferramenta prática para, se possível, predizer o sucesso ou não de determinada obra. Assim sendo, o modelo de Vogler passa a ser aceito como "esperado" pelos roteiristas norte americanos, e como influência mais do que certa, Hollywood apresenta então, a nós, consumidores de arte, acordo tácito dentro das abstrações interpessoais, ou sentimentos esperados em roteiros. Coisa essa extrapolada para a literatura. Ou, “modelo americano de cinema e literatura”, o conhecido: “roteiro de filme”.

(Estou me perdendo nas palavras? Não, ainda sigo pela mesma trilha inicial: RPG e literatura.)
Pois bem, o que Campbell e Vogler nos apresentaram, nada mais é do que síntese daquilo que nós (além de racionais também somos seres emotivos) buscamos ou que de certa forma nos toca quanto sentimento. (Olha o Jung novamente). Arquétipos, personagens como mentor, o guardião, antagonista, o camaleão, situações de dúvida, o chamado, os primeiros passos, aliados e inimigos, a busca por algo produtivo, o retorno para a introspecção ou para a situação coletiva, todos esses pontos, apontados pelos estudiosos, como partes constantes em obras de sucesso, se fazem de fato presentes, também, nas campanhas de RPG, e, indo além, uma vez que devemos quebrar as amarras e nos libertar dos grilhões jogados pelos sofistas, o mesmo se vê em outros canais como videogame, anime, mangá e HQ. Tudo, sem exceção, norteia, de alguma forma, o simples ato de interpretar personagens. 

Situações assim, postas em conjunto para um fim prático, se mostram totalmente aliadas ao processo criativo literário. RPG e literatura andam, assim, de mãos dadas pela jornada da criação. Lamentável é se ouvir comentários depreciativos para as expressões artísticas como RPG, videogame e anime. A literatura que transborda do universo do RPG é, me perdoem os pensadores em contrário, muito além dos padrões comerciais e união de pontos para se traçar aquilo que todos nós sabemos o resultado: retas. Sim, por dois pontos se traça uma reta, método batido e muito passado. Nos dias atuais, onde a sociedade é bombardeada por especulações financeiras, produtos comerciáveis, métodos e clichês ultrapassados, e ainda, com pensadores e políticos alienados ao pensamento antigo, o processo criativo se mostra em modo stand by. 
Estatísticas nos mostram que hoje se lê mais. Com certeza!
Se lê mais textos sem sentido, obras semelhantes, notícias factuais, sensacionalismos, e afins. 
E a boa e velha arte? Onde está? 
Em um mundo que prega o “menos é mais” e onde se distribui Oscar para produtos que se mostram rentáveis, a arte perde seu espaço e cede o lugar para o padrão comercial. Menos é mais, com absoluta certeza... 
Menos barreiras, menos intransigências, menos cópias, menos padrões definidos, menos interferências à esfera criativa, menos negativismos, e mais arte. Menos é mais!

Como narrador de RPG, pude aplicar a filosofia de Campbell e Vogler sem saber. Os passos da jornada do herói, barreiras e retorno a situações criadas, tudo se converge para o que gênios já haviam observado: o inconsciente coletivo. 

Concluo e digo: experiência em jogos de interpretação de personagens se mostra mais do que eficiente para a criação literária; se mostra obrigatória. Nossos políticos e pensadores, aqueles, os sofistas, deviam sentar em uma mesa e abrir um livro de regras, embarcar pelos mundos e deixarem sua criatividade transbordar, quem sabe assim não retornariam para a sociedade (o mundo comum), com o elixir que eliminaria os problemas, os mesmos problemas criados por eles. 

Jogo RPG e videogame, prefiro animes a filmes americanos. Adoro o estilo fora do comum europeu de se fazer filmes, e, misturando todos esses elementos, trilho meus primeiros passos para a minha jornada de escritor. O Grito Vermelho, meu primeiro romance, é minúsculo passo para o início da busca pelo elixir e retorno para meu mundo comum...

... E que rolem os dados!

Para saber sobre meu livro e ver que RPG é produtivo: facebook.com/ogritovermelho

source: facebook Bruno Godoi Oficial, Polyvore

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